“100 Bandas” transforma a Praça da Bandeira em maratona musical histórica

No último domingo, a Praça da Bandeira e suas ruas adjacentes, no coração do Rio de Janeiro, se tornaram o epicentro da resistência musical independente com o já tradicional festival “100 Bandas”. O evento reuniu uma centena de grupos autorais e covers nos principais bares e casas underground da Rua Ceará e arredores, transformando o bairro em um verdadeiro reduto do rock, do metal, do punk, do hardcore, do alternativo e de todos os subgêneros que respiram nas veias da cena underground brasileira.

Do meio-dia até as 23h: uma maratona de som, suor e atitude

A programação começou pontualmente às 12h e foi até as 23h, espalhada por 12 palcos simultâneos, com destaque para o Palco Rock Girls (no bar O Pecado Mora ao Lado), o Palco Zimbábue, Garage Vive, Heavy Beer, Motoclubes, Rolé Garagista, Duck Walk, SAS Produções, On The Rock, Hobbit, Bucho Grindhouse e o Palco Tomarock. Cada espaço trouxe sua identidade sonora, reunindo públicos diversos em uma só vibração.

Destaques da cena: nomes que incendiaram os palcos

Em meio a tantas bandas que deixaram sua marca, algumas se destacaram pelo impacto, energia e entrega:

  • For-Life emocionou o público com uma performance visceral, cheia de letras afiadas e presença de palco marcante.
  • Laggus trouxe uma sonoridade moderna que equilibra peso e melodia, eletrizando a plateia.
  • Júpiter Strike fez jus ao nome e lançou riffs como raios sobre o público.
  • O Mosquito levantou o público com seu punk agressivo e direto.
  • Spell Garden misturou peso e misticismo em um show teatral e poderoso.
  • Arte Grotesca manteve a tradição do death e do grind nacional com uma apresentação brutal.
  • Helltrentch, com sua pegada doom e stoner, encheu o ambiente de densidade sonora.
  • Skorno e Blackout HC incendiaram a cena hardcore e colocaram todos para bater cabeça.

Além desses, todas as outras bandas, sem exceção, contribuíram para a grandeza do evento, mostrando que a força do rock nacional está viva, potente e cheia de fôlego.

Uma estrutura coletiva que pulsa arte

Apesar de imprevistos técnicos e logísticos, que impediram a realização da transmissão ao vivo por nossa equipe — devido a problemas físicos e à ausência de colaboradores —, nada disso ofuscou a magnitude do evento. Pelo contrário, serviu como aprendizado e motivação. A energia do público, a entrega das bandas e o esforço coletivo dos organizadores mostraram que o festival 100 Bandas é, sim, o maior e mais importante festival de rock independente do Brasil.

O recado foi dado: somos resistência

Quem esteve presente viu com os próprios olhos: é possível fazer história com união, vontade e amor pela música. O evento provou que a arte é resistência, e que a cena underground segue viva graças à dedicação de músicos, produtores, bares e apoiadores que acreditam no poder transformador da cultura.

E fica aqui um compromisso nosso: no próximo evento, vamos fazer diferente. Vamos transmitir, cobrir, divulgar e, mais do que nunca, valorizar cada artista que transforma sonho em som.

O “100 Bandas” não foi apenas um evento. Foi um grito coletivo que ecoou pela Rua Ceará, reverberando até os corações de quem acredita que o underground é necessário, urgente e indestrutível.

Vida longa ao rock! Vida longa às 100 bandas!

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